Aí pode…

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Os primos da cidade foram passar o natal com os parentes do sítio.

Alguns dias depois após o natal, tava lá o primo da cidade esnobando com o primo caipira, o que tinha ganhado de presente.

Aí o primo da cidade, querendo se mostrar, falou:

– Primo, viu o que eu ganhei de presente? Um ‘Ipod’! Espetacular.

O primo caipira retrucou:

– Bão primo, muito bão! Bão dimais…

Aí o da cidade perguntou:

– Como bom, primo? E o que foi que você ganhou?

– Ganhei isso aí tamém, uai.

– Mas, quem te deu?

– Minha prima. A tua irmã.

– E de que marca era?

– Sei lá, primo. Nóis dois tava onti na cachuera nadano pelado. Eu cheguei por trás dela e incostei. Ela virou pra mim e falô: ‘Aí Pode!’. É bão dimaissssss, primo. Agora, si tem marca, eu sei não…

A análise do poema…

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O professor estava analisando com seus alunos, aquele famoso poema de Carlos Drummond de Andrade:
“No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho.
E eu nunca me esquecerei
Que no meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho.”
Depois de ter explicado exaustivamente que, ao analisarmos um poema, podemos detectar as características da personalidade do autor implícitas no texto, o professor pergunta:
– Joãozinho, qual característica de Carlos Drummond de Andrade você pode perceber neste poema?
– Professor, eu tô matutando aqui: ou ele era traficante ou usuário.